Uma missão técnica do Fundo Monetário Internacional (FMI) fechou um acordo com a Argentina para liberar cerca de US$ 900 milhões (R$ 4,8 bilhões) ao país. O valor faz parte de um programa de crédito de quatro anos, informou o Fundo nesta terça-feira (27). No entanto, a diretoria do FMI ainda precisa aprovar o repasse, em dezembro.
O repasse integra um empréstimo de US$ 20 bilhões (R$ 107 bilhões), aprovado no ano passado. De acordo com o Fundo, a política econômica argentina continua reduzindo a inflação. Ao mesmo tempo, ajuda a aumentar as reservas do país.
“O programa das autoridades, apoiado pelo FMI, continua apresentando resultados impressionantes, apesar do contexto mundial mais complexo”, afirmou o Fundo.
Ainda segundo a instituição, as reservas internacionais superaram a meta de junho em cerca de US$ 4 bilhões. Além disso, o banco central argentino comprou cerca de US$ 16 bilhões desde o início do ano. Já o Tesouro captou mais de US$ 5 bilhões em moeda estrangeira no mercado local.
Sob o governo do presidente Javier Milei, a Argentina reduziu fortemente a inflação com cortes nos gastos públicos. Por outro lado, os cortes provocaram protestos no país. Em julho, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, visitou a Argentina em apoio ao governo. A visita ocorreu depois de anos de críticas mútuas entre o Fundo e o país.
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