A Reag Capital Holding deixou oficialmente a B3 após uma breve passagem de apenas oito meses. A decisão foi aprovada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e ocorre em meio a uma crise de confiança gerada pela Operação Carbono Oculto, que investiga lavagem de dinheiro. A empresa havia estreado na bolsa em 28 de janeiro de 2025, por meio de um IPO reverso, após adquirir o controle da plataforma Getninjas.
A operação da Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público de São Paulo, deflagrada em 28 de agosto, teve como alvo a sede da Reag em São Paulo. As autoridades alegam que a investigação visa desarticular um esquema bilionário de fraudes ligadas ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Em resposta, a Reag negou qualquer envolvimento em atividades ilegais e afirmou que estava colaborando com as investigações.
Impactos e Reestruturação
A crise resultou em uma queda de 17% nas ações da subsidiária Reag Investimentos no dia da operação. A Fitch, agência de classificação de risco, colocou a nota de crédito da empresa em observação negativa. A saída da B3 foi justificada pela Reag como parte de uma estratégia de simplificação societária, após a venda de ativos e a reestruturação interna.
Recentemente, a Reag acelerou o desmonte de suas operações, incluindo a venda de suas subsidiárias. Um grupo de executivos da empresa, liderado pelo CEO Dario Tanure, adquiriu 87% da Reag Investimentos em uma operação de management buyout. Apesar do fechamento de capital da Reag Capital Holding, a Reag Investimentos continuará operando como uma companhia aberta, mantendo seu registro na CVM.
A saída da bolsa reflete um cenário desafiador para a Reag, que agora enfrenta a tarefa de reconstruir sua reputação e operações após os desdobramentos da investigação.
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