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Abandono das estradas vicinais eleva custo e trava o agronegócio

CNA divulga estudo inédito: vicinais geram R$ 16,2 bilhões/ano em custos; investir R$ 4,9 bilhões/ano reduziria perdas, com economia líquida de R$ 11,3 bilhões

Brasil tem 2,2 quilômetros de estradas vicinais
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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) revelou um estudo inédito que aponta o custo anual de 16,2 bilhões de reais com as vicinais brasileiras, estradas rurais em más condições. O levantamento, feito em parceria com a Esalq-Log, traz impactos setoriais por cana, milho/soja e produção animal, além de cenários de investimento.

Segundo o estudo, o dinheiro é gasto em combustível, manutenção, insumos, mão de obra e perdas de carga, quando veículos sofrem com buracos e tampas de drenagem inadequadas. A CNA ressalta que investir nessas vias não é apenas logística, mas política pública que favorece alimentação, empregos e qualidade de vida no campo.

O Panorama das Estradas Vicinais apresenta três padrões de qualidade: atual, mínimo e superior. Para o mínimo, o custo de manutenção seria de 35 mil reais por quilômetro ao ano; para o superior, 131 mil reais. A economia líquida, caso o padrão fosse elevado, chegaria a 11,3 bilhões ao ano.

Dados-chave e cenários de investimento

O estudo aponta que elevar o padrão de 101 mil quilômetros avaliados para o superior exigiria 12,6 bilhões de reais de investimento inicial, com manutenção anual em torno de 2,79 bilhões.

Para resolver o problema de todas as vicinais no país, o custo seria de 43,5 bilhões de reais ao ano e o Proner aparece como programa-chave para a manutenção.

A CNA recomenda ainda a aprovação do Projeto de Lei 1146/2021 e melhorias na logística de insumos, formação de equipes técnicas e canais de atendimento aos produtores.

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