O mercado de arte londrino, após o Brexit, enfrenta um cenário de incertezas econômicas e reformas fiscais. Apesar disso, a demanda por obras de qualidade se mantém. No Frieze London 2025, os colecionadores demonstram um comportamento mais cauteloso, levando mais tempo para decidir, mas continuam a realizar compras.
Vendas expressivas marcaram o evento, incluindo obras de artistas renomados como René Magritte e Gabriele Münter. O diretor criativo da Hauser & Wirth, Neil Wenman, destacou que 17 obras foram vendidas no Frieze London e 16 no Frieze Masters, com preços que refletem a valorização da qualidade artística. Entre as vendas, destaca-se a pintura de Magritte, *Le domaine enchanté* (1953), que alcançou US$ 1,6 milhão.
Comportamento dos Colecionadores
Josh Lilley, da Thomas Dane Gallery, observou que, embora a urgência das vendas tenha diminuído, isso não indica a falta de um mercado. Segundo ele, colecionadores estão adotando uma abordagem mais realista, priorizando qualidade em suas aquisições. “Para qualidade, os preços ainda estão subindo”, afirmou Lilley, que vendeu obras por £ 85 mil e US$ 85 mil.
A atmosfera do Frieze London 2025 foi descrita como vibrante, com uma presença significativa de galerias jovens e experimentais. François Chantala, parceiro da Thomas Dane Gallery, mencionou que o evento traz uma energia reminiscentes dos anos 90, com um público que busca se reconectar com o mercado.
Impacto das Reformas Fiscais
As recentes mudanças fiscais no Reino Unido, como a restrição do status não domiciliado, têm levado alguns colecionadores a reconsiderar sua presença em Londres. Apesar disso, Wenman notou que novos compradores estão surgindo, demonstrando que o mercado ainda possui potencial. “O evento oferece um motivo para que eles voltem”, concluiu.
Com um foco renovado na qualidade e um comportamento mais ponderado dos colecionadores, o Frieze London 2025 reafirma a resiliência do mercado de arte, mesmo em tempos desafiadores.
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