A TiVo, conhecida por popularizar o DVR, encerrou sua linha de hardware em 30 de setembro de 2025, após vender suas últimas ações. A decisão segue uma trajetória marcada por litígios intensos e uma fusão com a Xperi em 2020, que a levou a focar no licenciamento de propriedade intelectual.
Nos anos 2000, a empresa se destacou com a patente Time Warp (US 6,233,389), que permitia funcionalidades inovadoras como pausar e retroceder a TV ao vivo. Entretanto, a TiVo passou grande parte de sua história recente defendendo essa patente em batalhas judiciais contra gigantes como EchoStar, Motorola e Time Warner. Apesar de vencer a maioria dos processos, a empresa perdeu oportunidades de se reinventar no mercado em rápida transformação.
Mudança de Foco
Após a fusão com a Xperi, a TiVo não lançou mais set-top boxes, e seu último modelo, o TiVo Edge, foi disponibilizado em 2019. A empresa agora se concentra no desenvolvimento de um sistema operacional para smart TVs, embora esse movimento chegue tarde, considerando a concorrência acirrada no setor.
O mercado de TV por assinatura, que alcançou seu pico em 2010 com cerca de 103 milhões de assinantes nos EUA, caiu para 49,6 milhões em 2025. O crescimento de serviços de streaming como Netflix e Disney Plus, que somam 89,6 milhões e 56,8 milhões de assinantes, respectivamente, contribuiu para a diminuição da base de clientes da TiVo.
O Futuro da TiVo
A mudança de direção da TiVo para o desenvolvimento de um sistema operacional para smart TVs é vista como uma tentativa tardia de se adaptar a um mercado que já evoluiu significativamente. A marca, que antes era sinônimo de inovação e qualidade, agora enfrenta o desafio de se estabelecer em um ambiente dominado por novas tecnologias e práticas de consumo.
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