O Federal Trade Commission (FTC) processou a Live Nation e a Ticketmaster em setembro, acusando-as de práticas ilegais que prejudicam artistas e consumidores. Entre as alegações estão taxas ocultas, a permissão para que brokers excedam limites de compra e o uso de bots para adquirir ingressos. Em resposta, a Ticketmaster anunciou novas políticas de segurança para combater essas práticas.
A empresa, por meio de seu vice-presidente executivo, Daniel M. Wall, informou que irá banir contas múltiplas de usuários e exigir que revendedores apresentem um ID fiscal único ao utilizar sua plataforma de revenda. Além disso, a Ticketmaster irá desativar a funcionalidade TradeDesk, que permitia a gestão de ingressos por brokers, e implementará varreduras pós-venda para cancelar compras fraudulentas. Essas mudanças visam restaurar a confiança do público e evitar futuras controvérsias.
O FTC alega que a Ticketmaster e a Live Nation têm se beneficiado de práticas que aumentam os preços dos ingressos, permitindo que brokers utilizem várias contas para burlar restrições de compra. Wall refutou essas afirmações, destacando que a TradeDesk era apenas uma ferramenta de logística e não um meio para manipular vendas. Contudo, a empresa decidiu retirar a funcionalidade do mercado para evitar danos à sua reputação.
As novas medidas da Ticketmaster surgem em um contexto de crescente escrutínio regulatório sobre suas práticas comerciais. O FTC também criticou a empresa por permitir que brokers operassem com contas falsas, o que contribui para a manipulação de preços e acesso a ingressos. A situação evidencia a necessidade de uma revisão mais profunda das práticas de venda de ingressos online e suas implicações para o mercado de eventos ao vivo.
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