Os servidores do INSS que atuam na força-tarefa para reduzir a fila de pedidos de benefícios receberão apenas 70% do bônus a que têm direito. Essa decisão ocorre devido à falta de verbas e a um pedido de suplementação orçamentária de R$ 89,1 bilhões para garantir a continuidade do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB). Atualmente, a fila do INSS conta com cerca de 2,6 milhões de pessoas aguardando atendimento, um aumento de 48% em relação ao ano anterior.
O PGB, sancionado em setembro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, visa acelerar o acesso a benefícios como aposentadorias e pensões. Em um e-mail enviado aos servidores, o INSS informou que o pagamento do bônus de setembro será de 69,99%, considerando a disponibilidade orçamentária. O Ministério da Previdência confirmou a solicitação de recursos, mas pediu detalhes sobre os gastos antes de encaminhar ao governo.
Situação Orçamentária
A administração do INSS enfrenta desafios financeiros, com o presidente do órgão, Gilberto Waller Junior, suspendendo o PGB por falta de verbas. O programa substituiu o antigo Programa de Enfrentamento à Fila da Previdência Social, que foi encerrado em 2024. Atualmente, os servidores recebem R$ 68 por processo concluído, enquanto os peritos médicos federais recebem R$ 75 por perícia ou análise.
A suspensão do PGB também impacta os agendamentos do Serviço Social, especialmente os procedimentos relacionados ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), que exigem avaliação social. O INSS orientou que atendimentos fora da jornada regular sejam remanejados para horários ordinários, com ajustes conforme necessário.
A Previdência Social reconheceu a importância do PGB para a redução do tempo de espera dos segurados e trabalha para recompor os recursos financeiros necessários para a retomada dos pagamentos em breve. O órgão aguarda a liberação do orçamento solicitado junto ao Ministério do Planejamento e Orçamento.
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