O CEO da JBS, Gilberto Tomazoni, afirmou que o setor privado deve liderar a agenda de desenvolvimento do Brasil, enfatizando a importância do agronegócio como um modelo de tecnologia e gestão. Durante sua participação no Bloomberg Línea Summit Brasil 2025, ele apresentou propostas que visam conciliar a produção de alimentos com a captura de carbono, destacando a necessidade de uma maior presença do setor privado na COP30, que ocorrerá em Belém, no Pará, de 10 a 21 de novembro.
Tomazoni defendeu que o agronegócio brasileiro tem demonstrado capacidade de liderança sem depender de incentivos diretos do governo. Segundo ele, o apoio governamental foi importante, mas são os empreendedores do setor que têm guiado o progresso. “O agro está liderando e não foi necessário que fosse impulsionado por agentes governamentais”, afirmou. A JBS, segundo o executivo, se posiciona como uma plataforma para o desenvolvimento de sistemas alimentares, abrangendo desde pequenos produtores até consumidores.
Propostas para a COP30
A COP30 deve ser um marco na presença do setor privado nas conferências climáticas da ONU, segundo Tomazoni. Ele acredita que essa edição contará com a maior representação empresarial da história, essencial para a implementação das políticas climáticas. O executivo lidera uma força-tarefa que desenvolveu 14 propostas práticas em colaboração com acadêmicos, ministros de países africanos e produtores brasileiros. Essas propostas visam abordar o crescimento populacional e a captura de carbono.
Além disso, Tomazoni apresentou estratégias para promover a agricultura sustentável na Organização Mundial do Comércio (OMC). Ele enfatizou que os desafios globais, como a fome e as mudanças climáticas, exigem soluções que vão além das fronteiras nacionais. A integração entre os setores público, privado e acadêmico é fundamental para enfrentar esses desafios de forma eficaz.
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