A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira, a segunda fase da Operação Magna Fraus, visando desarticular um grupo criminoso que desviou R$ 813 milhões por meio do sistema Pix. A operação resultou em 19 prisões preventivas e 7 temporárias, além de buscas em 42 endereços em estados como Goiás, Distrito Federal, Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Paraíba e Bahia.
As ações foram realizadas em cooperação internacional com autoridades da Espanha, Argentina e Portugal, com apoio da Interpol. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 640 milhões dos investigados, que enfrentam acusações por organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.
A investigação, que teve início em julho, identificou que o ataque cibernético ocorreu através da empresa C&M Software (CMSW), responsável por interligar instituições financeiras aos sistemas do Banco Central. A primeira fase da operação resultou na prisão de um funcionário terceirizado da empresa, que admitiu ter facilitado o ataque.
Detalhes da Operação
A PF está cumprindo mandados em diversos locais, incluindo Goiânia, Brasília, Itajaí, Balneário Camboriú, São Paulo, Praia Grande, Belo Horizonte, Betim, Uberlândia, João Pessoa e Camaçari. A magnitude do ataque cibernético o torna o maior registrado no sistema financeiro brasileiro, levantando preocupações sobre a segurança das transações eletrônicas.
As investigações continuam, e a PF reforça a importância da colaboração internacional para enfrentar crimes cibernéticos, que têm se tornado cada vez mais sofisticados. A operação Magna Fraus é um passo significativo na luta contra esse tipo de criminalidade no Brasil.
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