O Google Cloud apresentou um crescimento de 34% no terceiro trimestre de 2023, superando US$ 15 bilhões em receita. Este resultado torna a divisão de nuvem a segunda maior fonte de receita da Alphabet, atrás apenas dos anúncios de busca e à frente do YouTube. O aumento é impulsionado pela crescente demanda por serviços de inteligência artificial (IA) e pelo modelo Gemini.
Sob a liderança de Thomas Kurian, que assumiu a unidade em 2018, o Google Cloud deixou de ser um negócio deficitário e agora registra lucros. A participação de mercado da divisão cresceu de 7% para 13%, segundo o Synergy Research Group. A estratégia focada em IA generativa ajudou a empresa a se aproximar de gigantes como Amazon Web Services e Microsoft Azure, que detêm 30% e 20% do mercado, respectivamente.
Mudanças Estratégicas
Kurian implementou uma nova cultura organizacional, priorizando resultados e reduzindo custos. A reformulação da estratégia de vendas, que agora segmenta clientes por setor econômico, ampliou a base corporativa do Google Cloud, incluindo nove dos dez principais laboratórios de IA, como Anthropic e OpenAI.
O crescimento também levou a Alphabet a revisar sua projeção de investimentos de capital, que agora deve atingir entre US$ 91 bilhões e US$ 93 bilhões até 2025. A empresa começou a oferecer chips TPUs não apenas para uso interno, mas também para parceiros e concorrentes, fortalecendo sua posição em um mercado dominado pela Nvidia. A startup Anthropic já utiliza até 1 milhão de TPUs da Alphabet.
Visão Futuro
O CEO da Alphabet, Sundar Pichai, afirmou que o avanço do Google Cloud redefine o papel da empresa. Ele destacou a importância de focar tanto no usuário quanto no cliente corporativo. Apesar da intensa concorrência e do aumento de custos, a empresa vê esse crescimento como uma mudança estrutural, reafirmando seu compromisso com a inovação em IA para os próximos anos.
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