Executivos de Wall Street alertaram que o mercado acionário pode enfrentar uma correção de 10% a 15% nos próximos 12 a 24 meses, o que é considerado um ajuste saudável após a alta de mais de 40% do S&P 500 desde abril. Durante uma cúpula financeira em Hong Kong, Mike Gitlin, CEO do Capital Group, destacou que, embora os lucros corporativos sejam robustos, as valorações estão elevadas, o que gera um cenário desafiador.
Os CEOs Ted Pick, do Morgan Stanley, e David Solomon, do Goldman Sachs, corroboraram a visão de que uma queda significativa é uma característica normal dos ciclos de mercado. Pick observou que, apesar dos preços elevados, o risco sistêmico parece ter diminuído. Ele também mencionou que o foco deve se intensificar nos lucros das empresas até 2026, com uma maior dispersão de desempenho entre elas.
Expectativas para o Mercado
Os múltiplos de avaliação continuam altos, com o S&P 500 negociando a 23 vezes as estimativas de lucros futuros, em comparação com a média de cinco anos de 20 vezes. O Nasdaq 100, por sua vez, apresenta um múltiplo de 28 vezes, em relação a quase 19 vezes em 2022. A recente queda das ações da Palantir Technologies, que registrou uma queda de 4% em negociações prolongadas, reflete as preocupações sobre as altas valorações no setor de tecnologia.
Solomon enfatizou que as quedas de 10% a 15% são comuns em ciclos de alta, sem afetar a direção geral dos fluxos de capital. Ele recomendou que os investidores mantenham suas posições e reavaliem suas alocações, evitando tentar cronometrar o mercado. Essa abordagem visa proporcionar uma visão mais clara das condições do mercado e das oportunidades de investimento.
Os líderes do setor concordam que, apesar da expectativa de correções, o ambiente permanece favorável para o crescimento, com um mercado de novas emissões ativo e disposição dos investidores para assumir riscos.
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