O Nubank anunciou que encerrará seu modelo remoto de trabalho, adotando uma jornada híbrida a partir de julho de 2026. A mudança, que impactará cerca de 9.500 colaboradores, foi comunicada pelo CEO e cofundador David Vélez, que destacou a importância dessa decisão para o futuro da empresa.
A partir de 1º de julho de 2026, os funcionários deverão trabalhar presencialmente pelo menos dois dias por semana. Esse regime será ampliado para três dias a partir de 1º de janeiro de 2027. O Nubank, que desde a pandemia operava com uma semana de trabalho presencial a cada três meses, busca fortalecer sua cultura organizacional e melhorar a interação entre as equipes.
Motivações da Mudança
Vélez mencionou que, embora o modelo remoto tenha seus benefícios, seus custos eram invisíveis. Ele ressaltou que encontros presenciais são essenciais para a criatividade e a colaboração, afirmando que “videochamadas reduzem as pessoas a quadrados”. A intenção é promover um ambiente que favoreça a troca de ideias e a espontaneidade.
Além disso, a nova política será aplicada globalmente, abrangendo não apenas o Brasil, mas também países como México e Colômbia, e futuras expansões nos Estados Unidos. O Nubank também planeja investir em melhorias nos escritórios existentes e abrir novas unidades em cidades como Campinas, Belo Horizonte e Miami.
Desafios e Expectativas
A mudança pode gerar desconforto entre colaboradores que valorizam a flexibilidade do trabalho remoto. Vélez reconheceu que a decisão pode ser bem recebida por muitos, mas também causará conturbações, especialmente para aqueles que residem longe dos escritórios. O cofundador enfatizou que a nova estrutura visa não apenas a eficiência operacional, mas também a preservação da cultura da empresa.
O Nubank, que cresceu significativamente nos últimos anos, passando de 59 milhões para 122 milhões de clientes, agora busca um equilíbrio entre flexibilidade e a necessidade de interação pessoal, essencial para o desenvolvimento de talentos e inovação.
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