A caderneta de poupança no Brasil enfrentou um novo revés em outubro, registrando saques líquidos de R$ 9,652 bilhões, o quarto mês consecutivo de retiradas. Os dados foram divulgados pelo Banco Central na última sexta-feira, dia 7. No total, as saídas acumuladas em 2025 já somam R$ 88,121 bilhões.
Os números também refletem uma situação crítica no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), que teve um saldo negativo de R$ 6,883 bilhões. A poupança rural também não escapou, com saques líquidos de R$ 2,769 bilhões. Ambos os segmentos apresentaram resultados negativos nos últimos quatro meses.
A rentabilidade da caderneta de poupança continua sendo calculada pela Taxa Referencial (TR) mais uma remuneração fixa de 0,5% ao mês. Essa fórmula permanece válida enquanto a taxa Selic estiver acima de 8,5% ao ano, atualmente em 15% ao ano. Esse cenário de juros altos tem levado os investidores a buscar alternativas mais rentáveis, resultando na fuga de recursos da poupança.
A continuidade dos saques líquidos pode indicar uma mudança de comportamento dos investidores em relação à caderneta, que tradicionalmente é vista como uma opção segura. O impacto dessa tendência nos próximos meses ainda está por ser observado, especialmente com as taxas de juros elevadas.
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