A Justiça do Rio de Janeiro aprovou a falência do grupo Oi nesta segunda-feira, 10 de novembro de 2025, após um longo histórico de recuperação judicial iniciado em 2016. A decisão resulta no bloqueio de ativos e na suspensão de ações contra a empresa, que enfrenta dificuldades operacionais e uma dívida acumulada de mais de R$ 60 bilhões.
As ações da Oi caíram 35% após a decisão, refletindo a grave situação financeira da companhia. A falência é uma consequência do segundo pedido de recuperação judicial, protocolado em 2023, após a venda de suas principais operações para concorrentes como Telefônica Brasil, Claro, TIM e V.Tal. A Oi, que já teve operações internacionais, encerrou o primeiro semestre de 2025 com uma dívida líquida de R$ 10 bilhões e apenas R$ 1,15 bilhão em caixa.
Detalhes da Decisão Judicial
O juiz responsável pelo caso determinou que a gestão da empresa continue sob um administrador judicial. O bloqueio de ativos inclui o “caixa restrito V.Tal”, que permanecerá indisponível até que a Oi apresente comprovações contratuais que justifiquem a liberação dos valores. Além disso, todas as ações e execuções contra a empresa estão suspensas, impedindo qualquer disposição ou oneração de bens.
A Oi, que já foi considerada a “campeã nacional” das telecomunicações, agora enfrenta um dos maiores processos de recuperação judicial da história do Brasil. A situação atual da empresa evidencia os desafios enfrentados pelo setor de telecomunicações no país, marcado por reestruturações e um ambiente financeiro adverso.
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