o mercado financeiro reduziu a previsão para a inflação e para o crescimento da economia brasileira em 2026, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (14).
A projeção para o IPCA, índice oficial de inflação do país, caiu de 5% para 4,90% neste ano.
Na prática, a revisão é positiva para o consumidor porque indica uma alta menor dos preços. Mesmo assim, a projeção de 4,9% ainda está acima da meta de 3% estabelecida pelo Banco Central.
Na sexta-feira (11), o IBGE divulgou que o IPCA registrou deflação de 0,32% em agosto, ou seja, os preços médios recuaram no mês. Foi a primeira queda mensal do indicador em um ano, influenciada principalmente pela redução nos custos de energia elétrica, alimentos e combustíveis.
Para 2027, a estimativa do mercado para a inflação subiu levemente, de 4,29% para 4,30%.
PIB
Apesar da melhora na projeção para a inflação, o mercado passou a ver um crescimento menor da economia. A estimativa para o PIB de 2026 caiu de 1,93% para 1,89%, sinalizando uma atividade econômica mais fraca do que o previsto anteriormente.
Para 2027, a estimativa caiu de 1,50% para 1,45%.
O PIB representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e é um dos principais indicadores usados para medir o desempenho da economia.
Mercado ainda espera corte da Selic
Os economistas consultados pelo Focus mantiveram a expectativa de que o Banco Central reduza a Selic em 0,25 ponto percentual na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta quarta-feira (16).
A taxa básica de juros está atualmente em 14% ao ano. Se a previsão do mercado se confirmar, a Selic cairá para 13,75%.
Para o fim de 2027, a expectativa é de uma taxa de 12% ao ano, também sem alteração em relação à semana anterior.
*Com informações da Reuters
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