A MBRF, resultado da fusão entre Marfrig e BRF, reportou um lucro líquido de R$ 94 milhões no terceiro trimestre de 2025, uma queda de 62% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho negativo é atribuído à deterioração dos ativos da BRF, impactados por embargos e pela gripe aviária, que afetaram as exportações. A reabertura da China, maior mercado da empresa, ocorreu apenas em novembro.
Apesar da queda no lucro, a MBRF alcançou um volume histórico de vendas, totalizando 2,1 milhões de toneladas, um aumento de 3,7% em relação ao ano passado. A receita líquida foi de R$ 41,8 bilhões, um crescimento de 9,2%, enquanto o EBITDA ajustado ficou em R$ 3,5 bilhões, com uma redução de 8,6%. O aumento dos custos, que subiram 11%, impactou diretamente a margem EBITDA, que caiu para 8,4%.
Desempenho por Região
O mercado interno respondeu por 1,37 milhão de toneladas das vendas, enquanto o externo representou 732 mil toneladas. A América do Norte, que enfrenta desafios de oferta, respondeu por 47% da receita, seguida pela BRF com 39% e América do Sul com 14%. A operação da BRF também registrou recordes nas vendas de produtos processados, com um crescimento de 5% na base de clientes.
Aumento da Dívida
A dívida líquida da MBRF atingiu R$ 41,35 bilhões, um aumento de 10% em relação ao trimestre anterior. O índice de alavancagem subiu para 3,31 vezes, comparado a 2,92 vezes no mesmo período do ano passado. A empresa também distribuiu R$ 3,85 bilhões em proventos durante o trimestre, refletindo sua estratégia de gestão financeira em meio a desafios operacionais.
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