O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou a falência da Oi nesta segunda-feira, 10 de novembro de 2025. A decisão foi tomada após a empresa solicitar a insolvência, alegando a incapacidade de pagar dívidas prioritárias e o descumprimento do plano de recuperação judicial vigente. A Oi já havia enfrentado uma recuperação judicial anterior, em 2016, com dívidas que chegavam a R$ 65 bilhões.
Em comunicado ao mercado, a Oi informou que não consegue promover medidas para maximizar seu fluxo de caixa. A juíza Simone Gastesi Chevrand, responsável pelo caso, afirmou que a Oi já é “tecnicamente falida”, uma vez que não cumpriu obrigações financeiras e chegou a uma situação de “liquidação substancial”. A continuidade das atividades da empresa ficará sob a supervisão do administrador judicial Bruno Rezende, que já havia sido nomeado interventor após a saída da diretoria.
Situação Atual da Oi
Atualmente, a Oi possui R$ 15 bilhões em dívidas na sua segunda recuperação judicial. A juíza destacou a falta de viabilidade financeira para o cumprimento das obrigações da empresa. Apesar da falência, a operação será mantida temporariamente, pois a Oi ainda possui contratos importantes, incluindo serviços de emergência e cerca de 4,6 mil contratos com diversas esferas de governo.
Os credores agora têm a possibilidade de convocar uma assembleia para eleger um comitê que tratará da liquidação da empresa. A decisão marca um novo capítulo na trajetória da Oi, que já enfrentou desafios significativos para reestruturar suas finanças e operações.
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