As vendas da Burberry apresentaram um crescimento de 2% no segundo trimestre, encerrado em setembro, impulsionadas pela recuperação na região que inclui a China. Sob a liderança do CEO Joshua Schulman, a marca britânica reverteu um prejuízo de 41 milhões de libras do ano anterior, alcançando um lucro operacional ajustado de 19 milhões de libras. Esse resultado positivo é um sinal de que as estratégias de reestruturação estão dando frutos.
A Burberry também anunciou custos de reestruturação de 37 milhões de libras no primeiro semestre, principalmente relacionados a demissões que atingiram cerca de 20% da força de trabalho. O foco da empresa tem sido reequilibrar seu portfólio, especialmente na categoria de outerwear, para reconquistar consumidores aspiracionais. A demanda por produtos de vestuário externo, como os tradicionais lenços tartan, superou as expectativas em todas as regiões.
Desempenho das Ações
As ações da Burberry subiram até 5,3% nas negociações em Londres, refletindo a confiança dos investidores nas novas diretrizes da empresa. Desde o início do ano, os papéis já acumularam alta de 28%, o que levou a Burberry de volta ao índice FTSE 100. Analistas, como Thomas Chauvet, do Citigroup, destacam que o plano estratégico de Schulman é robusto, embora exija paciência para que os resultados se consolidem.
A recuperação na região da China, que viu um crescimento de 3% nas vendas nos últimos três meses, é um indicativo de que a Burberry está se reestabelecendo no mercado de luxo, que apresenta sinais de recuperação. A empresa agora aguarda os resultados de outras gigantes do setor, como a Richemont, para avaliar a tendência de consumo entre os compradores chineses.
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