O pregão de sexta-feira, 28 de novembro, abriu com tom misto para mercados globais. No Brasil, o Ibovespa encerrou novembro com alta expressiva, em torno de 5,9% em reais e 6,6% em dólares até a quinta-feira. Nos EUA, o S&P 500 recuou 0,4% até o dia anterior, e o Nasdaq caiu 2,15%, impactado pela pressão em ações de tecnologia.
A leitura de ativos norte-americanos ficou mais difícil no início do dia por conta de uma falha técnica. O incidente ocorreu no centro de dados da CME, bolsa de Chicago, paralisando temporariamente as negociações de contratos futuros. A indisponibilidade gerou incerteza sobre o ritmo das leituras de preços e das métricas de mercado.
No cenário doméstico, investidores continuam avaliando sinais de política monetária. Há expectativa de que o Fed reduza a taxa de juros em 0,25 ponto percentual na reunião do Fomc de 9 e 10 de dezembro, o que impacta fluxos internacionais. No Brasil, a aposta é de manutenção da Selic em 15% na reunião do Copom, com atenção a sinais de afrouxamento para 2026.
Falha técnica na CME
A interrupção nas negociações nos EUA elevou a cautela entre operadores, dificultando a leitura de movimentos de curto prazo. Não houve confirmação de danos operacionais de longo prazo, mas o episódio destaca sensibilidade a falhas em infraestrutura de mercados globais.
De acordo com fontes do setor, o problema não afetou apenas o pregão físico, mas also o fluxo de ordens e a transmissão de dados para traders institucionais. O serviço foi parcialmente restabelecido ao longo da manhã, com normalização gradual dos contratos futuros.
Indicadores locais nesta sexta mostraram cenários estáveis, sem dados relevantes divulgados para o dia. O mercado acompanha as primeiras leituras pós-novembro, buscando entender impactos de variações cambiais e juros nas próximas semanas.
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