Alphaville nasceu na década de 1970 como modelo de bairro planejado para evitar o crescimento desordenado. Em 2013, a Alphaville Urbanismo foi vendida à Gafisa. Renato de Albuquerque, aos 97 anos, segue ativo no setor e anunciou um novo projeto do grupo Artesano em Alphaville.
Em outubro deste ano, a Artesano lançou Cantalupe, um loteamento em área verde de Alphaville. A empresa prioriza qualidade, menor escala e sustentabilidade, em contraste com o modelo anterior. A aprovação enfrentou sete anos de burocracia.
Cantalupe representa a volta de Albuquerque ao mercado de loteamentos após a venda para a Gafisa. Ele atua no conselho da empresa e institucionalizou a coleção de porcelanas como acervo de museu em Sintra, Portugal.
Cantalupe e o contexto
A criação do Cantalupe ocorreu em meio a desafios regulatórios, com o processo levando quase uma década para aprovação. Albuquerque afirma que a demora dificulta a condução de projetos com padrão ambiental rigoroso.
A Artesano já lançou sete loteamentos em Campinas, Londrina e Ribeirão Preto, mantendo o foco na qualidade e em soluções sustentáveis. Segundo o grupo, a burocracia tornou o processo mais complexo hoje.
Acervo e museu
A coleção de porcelonas de Albuquerque soma 2.500 peças, majoritariamente chinesas, com pequeno acento japonês. O acervo já foi exposto no Metropolitan, em Nova York, em 2016, e desde 2022 está em Sintra, onde recebe cerca de 2 mil visitantes por mês.
A trajetória do empresário inclui a venda da Alphaville à Gafisa por cerca de 600 milhões de reais em 2013. Albuquerque afirma ter optado por manter participação em conselhos e transformar a coleção em museu, sem usar recursos digitais ou internet em suas atividades.
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