Aos 2 de outubro, os Correios anunciaram a suspensão de um empréstimo previsto de cerca de R$ 20 bilhões com um grupo de bancos. A decisão ocorreu depois que o Tesouro Nacional não autorizou contratações com juros acima do limite para garantias da União, tornando a operação inviável no momento. A estatal continua buscando alternativas para reforçar a liquidez de curto prazo.
Em outubro, a empresa já havia informado negociações para o empréstimo, visando ampliar o caixa imediato. Uma autoridade do governo apontou que o resultado do terceiro trimestre foi “muito ruim” e pode impactar ainda mais o orçamento de 2025 e até 2026, caso se confirme piora das condições financeiras.
A diretoria executiva, segundo nota divulgada, segue avaliando alternativas ao lado dos ministérios para assegurar a liquidez imediata e manter iniciativas de recuperação financeira. O balanço do terceiro trimestre aponta prejuízo de R$ 1,7 bilhão; nos nove meses, o prejuízo acumulado chega a R$ 6 bilhões, ante R$ 2,14 bilhões no mesmo período de 2024. A empresa cita desafios estruturais, como queda de receitas em serviços tradicionais, concorrência mais intensa, rigidez de custos pela obrigação de atender todos os municípios e limitações de investimento em tecnologia, agravadas pelo contexto de transformação e participação no Plano Nacional de Desestatização entre 2021 e 2022.
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