O leilão de participações da União em blocos do pré-sal entregou dois dos três campos a Petrobras e Shell, ambos com atuação como parceiras. O certame ocorreu sem lance pela área de Tupi, enquanto Mero e Atapu tiveram desfechos positivos para o consórcio público-privado. A soma arrecadada ficou em torno de 8,8 bilhões de reais, abaixo das estimativas divulgadas anteriormente.
Em Mero, o governo recebeu 7,79 bilhões de reais pela participação de 3,5% na jazida compartilhada. Em Atapu, foi vendida uma participação de 0,95% por cerca de 1 bilhão de reais, acima do valor mínimo de 863,32 milhões. A área de Tupi manteve o valor mínimo de 1,69 bilhão, mas não recebeu lances.
Resultado do leilão
A União não vendeu a participação de Tupi, o que impactou o total de receitas previstas. A PP SA, que coordena o certame, informou que dez empresas acessaram o data room e sete se credenciaram para participar. O presidente da PPSA destacou a percepção de que houve negócio vantajoso para as vencedoras.
Contexto financeiro
Optou-se por manter o formato de partilha da produção no pré-sal. As receitas vão compor o orçamento de 2025, com o governo ainda considerando o empoçamento de recursos para cumprir metas fiscais ao longo do ano. Profissionais do Ministério da Fazenda comentaram que a frustração de cerca de 1,4 bilhão não altera significativamente a saúde fiscal, pois o dinheiro não gasto pode auxiliar o fechamento de contas.
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