O ecossistema de startups de Florianópolis ganha foco internacional com o Global Startup Ecosystem Report 2025. O estudo posiciona a cidade na fase de Ativação Avançada, ressaltando a necessidade de um ecossistema maior para alcançar a globalização.
Segundo o relatório, para chegar à Globalização são necessários mais de 1.000 startups e ao menos US$ 100 milhões em receita anual. Atualmente, a cidade apresenta 176 operações entre 2020 e 2024 e ainda registra baixo nível de vínculos com hubs globais.
A avaliação aponta que a conectividade internacional é o principal gargalo. A participação de clientes fora da América Latina é 40% menor que a média global de ecossistemas semelhantes, o que limita acesso a capital, mentoria e conhecimento de ponta.
A média de viagens de fundadores a ecossistemas globais é de 0,5 por ano, bem abaixo da média mundial de 3,5 viagens. Eventos internacionais e encontros com líderes globais também são inferiores aos polos de referência.
Panorama atual
O estudo destaca que Florianópolis tem base técnica sólida, ambiente de negócios estável e qualidade de vida competitiva. Contudo, a mentalidade voltada a mercados globais ainda é tímida desde o lançamento de produtos.
Para o Sebrae SC, a limitação não é a qualificação técnica, e sim a ambição global desde o início, bem como a ausência de conexões estruturadas que permitam escalar internacionalmente.
Ações em curso
A parceria entre Sebrae Startups e Startup Genome foi anunciada em junho, com a incorporação da metodologia do Startup Genome pela plataforma de análise brasileira. O objetivo é diagnosticar e orientar políticas públicas e estratégias de desenvolvimento.
Naira Bonifácio, diretora do Startup Genome LatAm, aponta que conectar o ecossistema a hubs estratégicos é fator crucial para escalar startups locais. Dados apresentados indicam menor circulação internacional.
Desdobramentos e metas
O relatório aponta ainda que o avanço requer mudança de mentalidade, incentivos mais ousados e institucionalidade voltada ao mercado global. Florianópolis já reúne um ecossistema coeso, talento acima da média e qualidade de vida como diferencial.
No cenário nacional, a cidade ocupa o quinto lugar entre ecossistemas mais financiados e o terceiro em número de rodadas, com 176 operações entre 2020 e 2024. A lacuna de financiamento na Série A é notável.
Siglas e referências
O GSER 2025 é o principal relatório global sobre inovação. A iniciativa coloca Florianópolis como um dos melhores modelos de médio porte na América Latina, ainda que com desafios de internacionalização.
A ambição é transformar o potencial em escala global, ampliando parcerias, capitais e redes para posicionar o ecossistema de Florianópolis entre os polos emergentes da região. O objetivo é o “Vale do Silício brasileiro” conectado ao mundo.
Entre na conversa da comunidade