A Arquidiocese de Nova York anunciou a criação de um fundo de US$ 300 milhões para indenizar vítimas de abusos sexuais cometidos por membros do clero no estado. O anúncio aponta que o montante pode atender a um grande número de casos em andamento.
O cardeal-arcebispo Timothy Dolan informou, em carta publicada na internet, que pretende disponibilizar mais de US$ 300 milhões para indenizar as vítimas. A declaração enfatiza o objetivo de resolver rapidamente as queixas e ampliar o alcance dos pagamentos.
Histórico e contexto
Revelações sobre abusos no clero ganharam notoriedade com reportagens do Boston Globe, em 2002, e com o filme Spotlight. Desde então, milhares de casos vieram a público, levando à expulsão de padres e a acordos bilionários com vítimas.
Medidas de viabilização
Para viabilizar os pagamentos, a arquidiocese anunciou cortes orçamentários de 10% e demissões. Além disso, haverá a venda de ativos imobiliários, incluindo a antiga sede na First Avenue, em Manhattan, avaliando receitas superiores a US$ 100 milhões.
Apoio institucional e ações recentes
A arquidiocese contratou um magistrado aposentado para atuar como mediador no processo. Em casos semelhantes nos EUA, GS Buckley atuou em Los Angeles, resolvendo acordos para mais de mil pessoas. Também houve acordo recente em Nova Orleans, com US$ 230 milhões a vítimas.
Notas de continuidade
O histórico de responsabilização envolve ainda ações de outros casos, incluindo destituição de ex-arcebispo de Washington pelo papa Francisco, por abuso de menor. Relatórios do Vaticano apontaram falhas na gestão de alertas na época.
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