A Azul (AZUL4) teve seu plano de recuperação judicial aprovado nos Estados Unidos após o fechamento do mercado, com a aprovação anunciada na sexta-feira e repercutindo nesta segunda. O processo busca reduzir dívidas e viabilizar novas fontes de recurso, com investimento de American Airlines e United Airlines.
O plano prevê a conversão de dívidas em ações, resultando em diluição acionária significativa para os atuais acionistas. Ao mesmo tempo, a instituição financeira projeta captação adicional por meio de subscrição e aporta até 300 milhões de dólares de AA e UA.
A operação reduz a alavancagem da empresa de 3,0x para 2,5x, além de reduzir juros e custos com aluguel de aeronaves. Segundo o presidente executivo John Rodgerson, a dívida total cai, assim como o custo anual de juros, com economia de cerca de 200 milhões de dólares por ano e queda de 28% no aluguel de aeronaves.
A Azul informou que, com a aprovação, a empresa fica em posição mais estável para reduzir despesas e manter a frota. Rodgerson destacou ainda a redução anual de cerca de 300 milhões de dólares em gastos com aluguel de aeronaves, contribuindo para menor pressão financeira no curto prazo.
Resumo financeiro e desdobramentos
- Aprovação ocorreu após o fechamento de mercado; impacto imediato foi a leitura de maior diluição e ajuste de estrutura de capital.
- Investimento de American Airlines e United Airlines pode chegar a 300 milhões de dólares em ações.
- Mesa de dívida passa a mostrar menor custo financeiro e menor alavancagem, com ganhos esperados no fluxo de caixa.
Entre na conversa da comunidade