O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, determinou uma inspeção técnica em documentos do banco Master sob guarda do Banco Central (BC). A análise abrange registros usados para o relatório do BC sobre o histórico do Master, desde o início da fiscalização até a liquidação. A ação terá início já em janeiro, mesmo durante o recesso do TCU.
Técnicos do TCU vão inspecionar documentos protegidos por sigilo que não puderam ser anexados ao relatório encaminhado ao tribunal. Eles deverão visitar o BC para analisar a documentação dentro da própria instituição, sem uso de cópias externas. O objetivo é preparar um relatório para o ministro Jonathan de Jesus, responsável pelo caso Master no TCU.
A determinação partiu de pedido dos próprios técnicos, que querem acesso aos materiais utilizados para compor o histórico apresentado ao TCU. A ideia é esclarecer o processo que levou à liquidação do Master, incluindo fases de alertas, captação de CDBs e negociações até a decisão final de liquidação.
O que motivou a inspeção
O BC descreveu, em relatório, episódios como captação agressiva de recursos por meio de CDBs com rendimento elevado e insustentável. O documento aponta que o crescimento de ativos superou a capacidade de cumprir compromissos financeiros, levando à liquidação do banco.
Intervenções do Ministério Público do TCU e da oposição na Câmara resultaram em um pedido de esclarecimentos ao BC. O ministro Jonathan de Jesus avaliou os motivos da liquidação, classificando a medida como precipitada em avaliação inicial.
Próximos passos e desdobramentos
O TCU deve receber o relatório de inspeção após a análise interna no BC. A expectativa é esclarecer dados ainda não divulgados no parecer técnico encaminhado pelo BC. Não há, no momento, conclusões a serem divulgadas pelo TCU até a entrega formal do material.
Entre na conversa da comunidade