Dívida externa da Venezuela, incluindo títulos em default e obrigações da PDVSA, soma cerca de US$ 150 a 170 bilhões, com a Citgo como garantia. Sanções desde 2017 dificultam qualquer reestruturação mais ampla. O FMI projeta o PIB nominal em torno de US$ 82,8 bilhões para 2025, elevando a relação dívida-PIB.
Processos judiciais visam recuperar valor da Citgo por meio da PDV Holding. Credores internacionais e acionistas de arbitragem disputam participação na recuperação de ativos. Possíveis instrumentos de saída previstos incluem um título de 20 anos, cupom e warrants, com cenário de sanções ainda incerto.
Quem está envolvido
A maior fatia dos credores comerciais são detentores internacionais de bonds, incluindo fundos especializados em dívida distressed. ConocoPhillips e Crystallex estão entre os credores reconhecidos em arbitragem que podem exigir compensação. Um grupo de credores busca registrar créditos nos EUA para a venda da PDV Holding, controladora da Citgo.
Como ficou a estrutura de recuperação
A complexidade envolve disputas legais e incerteza política. Um possível acordo poderia passar por um programa do FMI com metas fiscais, mas a Venezuela não mantém acordo ativo com o FMI há quase duas décadas. As sanções Americanas limitam emitir ou reestruturar dívida sem licenças específicas do Tesouro.
Cenário de recuperação e valores
Títulos venezuelanos negociam entre 27 e 32 centavos por dólar em mercados secundários. Analistas indicam que um haircut de pelo menos 50% pode ser necessário para equilibrar credores e condições do FMI. Em cenários base, propostas incluem novos títulos de 20 anos com cupom próximo de 4,4% e notas zeros com 10 anos para juros vencidos. O resultado depende de instrumentos adicionais, como warrants atrelados a óleo.
Entre na conversa da comunidade