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Preço do petróleo não caiu após ataque dos EUA à Venezuela, segundo dados

Ataque dos EUA à Venezuela não provocou queda imediata do petróleo; analistas veem impacto marginal no curto prazo e risco de queda no médio e longo prazo

Barril de petróleo e o acesso a ele moldam a geopolítica da energia
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Desde a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos EUA, o mercado de petróleo reagiu com volatilidade. Houve alta inicial, seguida de queda ou estabilização, conforme investidores digeriam riscos políticos e a oferta global.

Na segunda-feira, 5 de janeiro, o petróleo abriu com leve queda, mas encerrou em alta de mais de 1,6%. Analistas destacam que a reação depende de exportações, produção e sanções, ainda sem mudanças diretas na produção até o momento.

Curto prazo

Analistas do BTG Pactual veem impacto marginal no curto prazo no setor de óleo e gás. A Venezuela já enfrentava queda de produção por limitações de exportação, situação que tende a continuar sem alterações relevantes.

A produção venezuelana representa cerca de 1% da oferta global, com exportações principalmente para a China. A OPEP+ mantém a produção estável, o que ajuda a equilibrar o mercado apesar da tensão.

Não há expectativa de aumento imediato na produção venezuelana, que ficou em 934 mil barris por dia em novembro, segundo a média da OPEP e de fontes como a Argus. Investimentos internacionais seriam necessários para recuperar o nível de 2018.

Médio e longo prazo

Os analistas pessimistas consideram que a oferta pode crescer no médio prazo, pressionando os preços. A incerteza envolve rotas de navegação, suspensão de sanções e condições de retorno da produção.

Estimativas indicam que levaria dois a três anos para a Venezuela voltar a oferecer volume relevante, devido a questões fiscais, legais e de infraestrutura. A participação na OPEP também impõe cuidados com cotas.

A qualidade do petróleo venezuelano, majoritariamente pesado, complica a retomada. Misturas com diluentes e logística adicionais são necessárias para exportação e processamento, elevando custos e prazos.

Empresas beneficiadas

No exterior, Repsol, Chevron, ExxonMobil e ConocoPhillips podem sentir impactos dependendo das mudanças na Venezuela. Empresas com participação de produção na região enfrentam cenários de ajustes contratuais e disputas legais.

No Brasil, os impactos locais devem ser mais contidos, com efeitos concentrados em óleos pesados que competem no mercado doméstico. Petrobras, com foco em pré-sal, tende a sentir menos ruídos amplos.

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