O Brasil registrou recorde histórico de exportações em 2025, totalizando US$ 348,7 bilhões, com alta de 3,5% na comparação com 2024. A China manteve-se como principal comprador, aumentando suas importações brasileiras em 6%.
No acumulado de janeiro a dezembro de 2025, a agropecuária avançou 7,1%, enquanto a indústria extrativa caiu 0,7%. A indústria de transformação registrou ganho de 3,8%, refletindo diversificação setorial nas exportações.
A China permaneceu como maior destino, com crescimento de 6% nas exportações brasileiras frente ao ano anterior. Os envios para os EUA registraram recuo de 6,6%.
O petróleo continuou no topo da pauta, respondendo por 12,8% do total exportado. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, as exportações previstas para 2026 ficam entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões, com superávit entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões.
Desde o retorno de Lula à Presidência em 2023, as exportações brasileiras cresceram expressivamente, impulsionadas pela valorização de commodities. O atual desempenho ocorre mesmo diante de juros altos e cenário externo complexo.
Núcleo de discussões comerciais segue ativo: negociações com os EUA sobre um acordo mais amplo continuam, com a defesa de remoção total de tarifas sobre produtos ainda impactados. Países do Sudeste Asiático também aparecem como foco de expansão.
No curto prazo, as atenções se voltam à China, que impôs cotas às compras de carne bovina estrangeira ao fim de 2024 para proteger produtores locais. O governo brasileiro planeja iniciar negociações para ampliar acordos com a China.
Paralelamente, o governo trabalha para avançar acordos com outros blocos, incluindo o Brics, a fim de ampliar o comércio externo. A Itália sinaliza apoio ao acordo UE-Mercosul, compondo cenário de possíveis assinaturas no início de 2026.
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