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Setor logístico busca alívio tecnológico ante custos logísticos de R$ 940 bi/ano

Logística brasileira enfrenta gargalos de infraestrutura e mão de obra, mas projeta ganhos de produtividade com tecnologia, que exige mudança cultural

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A logística brasileira vive um momento decisivo. Empresas projetam ganhos de produtividade com tecnologia, enquanto gargalos estruturais persistem: infraestrutura deficitária, custos elevados e cadeia de distribuição fragmentada. O diagnóstico vem do Infor Reports 2025 – Inovação na Logística.

Segundo o estudo, 81% das empresas de distribuição no Brasil esperam aumentar a produtividade em mais de 20% nos próximos 3 a 5 anos. Quase 80% acreditam que esse salto depende da adoção de tecnologias avançadas, mesmo diante de entraves operacionais.

Em 2024, gastos com transporte no Brasil passaram de R$ 940 bilhões, segundo o ILOS, com alta de quase 7% ante 2023. Rodovias de qualidade desigual e logística dependente desse modal elevam custos e prazos, refletindo pressões no varejo e na indústria.

Nos armazéns, custo de estocagem subiu de 18% para 23% entre 2022 e 2023, puxado pela baixa previsibilidade da demanda e pela falta de integração entre sistemas. O mercado imobiliário logístico está aquecido, com vacância de 7,2% no 2º trimestre de 2025, informa a Colliers.

Rafael Pinto, vice-presidente de Fulfillment da Daki, resume o dilema: infraestrutura defasada, custos elevados e cadeia fragmentada exigem eficiência acelerada em meio a gargalos estruturais. A fala ilustra o panorama descrito no estudo.

O salto via tecnologia

A digitalização é vista como imperativo para ampliar a visibilidade das operações e mitigar falhas estruturais. Dados do Mundo Logística indicam que 71% das empresas já investem em tecnologia, mas a transformação esbarra em orçamento, integração de sistemas e maturidade de dados.

A pesquisa Armazém do Futuro, da Infor, com 51 empresas, aponta que 55% consideram baixa maturidade tecnológica o principal desafio. Outros 53% citam escassez de mão de obra qualificada, e 47% apontam deficiência na formação de lideranças digitais.

A atuação de mercado também revela dificuldades de contratação: a FGV mostra que 80% das empresas têm dificuldade para contratar profissionais de logística, tecnologia e operações. Entre transporte e supply chain, a escassez chega a 91%, segundo a Manpower Group.

Para Waldir Bertolino, country manager da Infor Brasil, a tecnologia ajuda a compensar a falta de mão de obra e a complexidade operacional, com IA, automação e analytics reduzindo custos e gargalos. A transformação, porém, depende de mudança cultural e capacitação contínua.

O relatório reforça que inovação deixou de ser diferencial para se tornar requisito de sustentabilidade operacional. A integração entre tecnologia, pessoas e processos é vista como crucial para manter competitividade no setor.

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