A Jaguar Land Rover (JLR) registrou queda acentuada nas vendas no último trimestre do ano, impactada por tarifas nos EUA e por um ataque cibernético devastador que interrompeu a produção. As vendas no varejo caíram 25,1%, para 79.600 carros, e as vendas no atacado recuaram 43,3%, para 59.200 veículos, no trimestre encerrado em dezembro.
Segundo a fabricante, a produção voltou ao normal apenas em meados de novembro, após paralisações em fábricas no Reino Unido, na Eslováquia, no Brasil e na Índia durante setembro. A recuperação plena levou tempo para distribuir veículos globalmente.
A empresa também apontou tarifas adicionais dos EUA afetando as exportações para o mercado americano, além do desconto gradual de modelos antigos para abrir espaço ao lançamento de novos modelos Jaguar. A recuperação gradual da demanda global foi acompanhada de impactos regionais.
As vendas no varejo caíram em todas as regiões entre outubro e dezembro. Na América do Norte houve queda de 37,7%, na Europa 26,9%, na China 18,4% e no Oriente Médio e África do Norte 18,7%. O restante do mundo recuou 14,1%.
No acumulado do ano fiscal, as vendas no varejo caíram 19,1%, para 259.400 unidades, com a maior baixa no atacado na América do Norte, 64,4%. O varejo de Reino Unido caiu 13,3%. Modelos Range Rover, Range Rover Sport e Defender responderam por quase 75% das vendas.
As ações da Tata Motors chegaram a recuar, antes de recuarem menos, com queda de até 4% após a divulgação dos resultados. A queda refletiu o ambiente desafiador para a fabricante britânica, marcada pela cyberataque e pelo reajuste de portfólio.
A notícia ocorre em meio ao cenário de maior penetração de marcas chinesas no mercado britânico, que registrou recorde de emplacamentos acima de 2 milhões de veículos no ano anterior, com participação de chinesas em 9,7% das novas licenças, segundo dados preliminares da SMMT.
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