O mercado imobiliário residencial brasileiro encerrou 2025 com alta de 6,52% no Índice FipeZAP, que acompanha preços de venda em 56 cidades. O desempenho ficou acima da inflação oficial, medida pelo IPCA, que teve variação de 4,46% até novembro.
O levantamento aponta que a média nacional não escondeu um descolamento significativo em bairros nobres de capitais. Em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, determinadas regiões registraram altas acima do índice nacional.
O FipeZAP, criado pela Fipe em parceria com o Grupo OLX, mostra que, embora o eixo Rio–São Paulo concentre os metros quadrados mais caros, cidades do Sul e do Sudeste também aparecem entre as mais valorizadas. Os dados são referentes a dezembro de 2025.
Os bairros mais caros
Segundo o levantamento, os preços médios por metro quadrado em dezembro de 2025 ficaram assim: Leblon (RJ) R$ 25.717; Ipanema (RJ) R$ 25.302; Itaim Bibi (SP) R$ 19.468; Pinheiros (SP) R$ 18.355; Savassi (BH) R$ 18.053.
Savassi teve elevação de 13,2% no ano, acima da média. Ipanema avançou 12,5% e Leblon, 6,6%, mantido como um dos bairros mais caros desde décadas. Itaim Bibi registrou alta de 5,9%, menor que a média nacional.
Dinâmica por região
A região Sul e o litoral catarinense mantêm relevância no ranking, com cidades como Balneário Camboriú (SC) na liderança do país em valor médio do metro quadrado, seguido por Itapema (SC). Vitória (ES) também figura entre os destaques com preços elevados.
Em dezembro, o valor médio nacional ficou em R$ 9.611/m². Além disso, unidades de um dormitório lideraram a valorização anual, com aumento de 8,05% e preço médio de R$ 11.669/m².
Panorama de mercado
O desempenho do setor imobiliário em 2025 reforçou a percepção de imóveis residenciais como opção de investimento. Outros indicadores do mercado de capitais também mostraram ganhos: o Ifix subiu cerca de 17,5%, e o Imob avançou 72%.
No segmento de luxo, o Valor Geral de Vendas (VGV) atingiu R$ 37,1 bilhões, com o VGV vendido em R$ 34,3 bilhões, segundo dados da Brain Inteligência Estratégica. O comportamento reforça demanda sostenida por imóveis de alto padrão.
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