A indústria brasileira cresceu 2,4% em novembro na comparação com o mesmo mês de 2020, segundo dados do IBGE. O resultado é o maior para novembro desde 2013, quando houve alta de 3,4%. O indicador mostra que o setor superou o nível de fevereiro de 2020, ainda antes da pandemia de Covid-19.
Entre os 15 setores analisados, 11 registraram alta na produção. Quatro tiveram queda. Os maiores contribuintes foram Bens de Capital, com avanço de 8,4%, e Bens Intermediários, que cresceram 4,2%.
Desempenho por setores
Bens de Capital lideraram o crescimento, seguidos por Bens Intermediários e Produtos Alimentícios. Outras ampliações aconteceram em setores como *[demais setores não citados]*, enquanto alguns segmentos apresentaram retração. O conjunto destoou do ritmo anterior ao choque pandêmico.
Perspectivas regionais
A região Nordeste registrou a maior alta, de 4,4%. Em seguida ficou o Sudeste, com ganho de 2,8%. As regiões Centro-Oeste e Norte tiveram quedas de 0,4% e 0,2%, respectivamente. A distribuição regional aponta para movimentos díspares na atividade industrial.
A divulgação reforça a recuperação gradual do setor, que vinha apresentando sinais de melhora desde o segundo semestre de 2021. Analistas permanecem atentos a evolução da demanda interna e externa e a possíveis impactos de políticas públicas.
No contexto estadual, o IBGE aponta que novembro consolidou a recuperação frente ao patamar pré-pandêmico de fevereiro de 2020. A leitura indica maior aproveitamento da capacidade instalada em alguns polos industriais.
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