Empresas chinesas lideraram as remessas globais de robôs humanoides em 2025, segundo a Omdia. Ao todo foram enviadas 13 mil unidades no ano, dominando o volume frente a concorrentes dos EUA, conforme divulgação pela Bloomberg.
A Shanghai AgiBot Innovation Technology Co. ficou com o topo das remessas em 2025, com cerca de 5.168 robôs humanoides enviados. Em seguida aparecem Unitree Robotics e UBTech Robotics Corp., todas de origem chinesa.
A diferença de custos foi apontada como fator central. Modelos básicos da Unitree saem por around US$ 6.000, enquanto a AgiBot cobra cerca de US$ 14.000. Com base em comparações, o CEO da Tesla indicou que o Robô Optimus tende a custar entre US$ 20.000 e US$ 30.000 quando entrar em produção.
Panorama de mercado e impacto
A Omdia afirma que as vendas globais de robôs humanoides mais do que quintuplicaram desde 2024, impulsionadas pela melhoria de IA integrada aos aparelhos. Tais avanços ampliam aplicações em manufatura, logística, saúde e atendimento ao cliente.
A indústria chinesa também se beneficia de políticas públicas favoráveis e infraestrutura de treinamento, segundo o relatório. Hoje, o país abriga mais de 150 fabricantes de robôs humanoides, o que sustenta a escala de produção.
Projeções futuras
As projeções indicam continuidade do crescimento. A Omdia estima que, até 2035, as remessas globais atinjam 2,6 milhões de unidades, à medida que IA, mecanismos de manipulação e aprendizado por reforço tornam os robôs viáveis para funções industriais, de serviços e domésticas. O levantamento considera robôs bípedes e modelos com rodas/tórax humanoide.
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