O IPCA avançou 0,33% em dezembro, segundo o IBGE, após alta de 0,18% em novembro. O indicador encerrou 2025 com alta de 4,26 no acumulado de 12 meses e ficou abaixo da meta superior de 4,5%, definida pelo CMN.
A leitura mensal ficou próximo das expectativas dos analistas, que projetavam alta de cerca de 0,35%. Em 2024, o IPCA fechou em 4,83%. O resultado de dezembro mostra inflação menos pressionada em boa parte do núcleo de bens e serviços.
Houve forte pressão nos serviços no último mês do ano, com alta de 0,70%, destacando-se passagens aéreas, que saltaram 12,6%. Produtos industriais subiram 0,48%, puxados por vestuário e itens para o lar.
No entanto, alimentação no domicílio subiu apenas 0,14%, e preços administrados caíram 0,22%, com energia elétrica recuando 2,4% devido à mudança da bandeira tarifária para amarela.
Desempenho setorial e perspectivas para 2026
Para o ano, a inflação esteve mais contida em alimentação e bens industrializados, ajudando a desacelerar a alta anual. Queda de commodities e a valorização do real contribuíram para esse arrefecimento. Serviços mantiveram alta, com pressão destacada pelos transportes aéreos.
Especialistas destacaram que o cenário inflacionário permanece desafiador para serviços, mantendo a inflação subjacente elevada. O BC deve manter trajetória de juros contracionistas por período prolongado, com expectativa de queda apenas a partir de março.
Para 2026, a projeção para o IPCA foi revisada de 4,2% para 4,0%, com expectativa de arrefecimento na inflação de serviços e alta mais restrita nos demais preços livres.
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