A atividade criminosa em criptomoedas atingiu patamar recorde em 2025, impulsionada por sanções a estados. Entidades na lista negra passaram a usar redes blockchain para contornar restrições financeiras. Em valores, endereços ilícitos receberam pelo menos US$ 154 bilhões, alta de 162% frente a 2024.
A maior parte do fluxo foi movida por atores sancionados, que operaram em grande escala on-chain. A análise aponta que o aumento reflete uma nova fase na evolução do ecossistema de crimes com criptomoedas, com maior coordenação entre as partes envolvidas.
O estudo identifica a Rússia como contribuinte relevante, após lançar, em 2025, um token lastreado no rublo que processou mais de US$ 93,3 bilhões em transações, em menos de um ano. Sanções globais ampliaram a pressão por alternativas de pagamento.
A dominância das stablecoins
Stablecoins responderam por 84% do volume ilícito de transações em 2025, segundo Chainalysis. A estabilidade de preço facilita transferências transfronteiriças e liquidez ampla, atraindo usuários sob sanções.
Apesar do aumento das operações ilícitas, a participação no total da atividade on-chain permaneceu abaixo de 1%. O relatório ressalta a discrepância entre o tamanho do ecossistema e o peso dos crimes.
Explorações e vulnerabilidades recentes
A PeckShield registrou 26 grandes golpes em dezembro, com golpes de endereços e vazamento de chaves privadas. Um caso envolveu perda de US$ 50 milhões por copiar um endereço fraudulento.
Outro incidente teve vazamento de chave privada ligado a uma carteira multiassinatura, com perdas de cerca de US$ 27,3 milhões. Feridas combinam falhas técnicas e engenharia social.
Caso adicional envolve fraude envolvendo Coinbase, com suspeita de desvio de US$ 16 milhões de usuários. A acusação cita impersonificação de funcionários da empresa para obter acesso.
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