O Ibovespa fechou em queda pelo segundo pregão seguido, acompanhando o viés negativo em Wall Street. Bancos e utilities pressionaram o índice, enquanto Petrobras e Vale apresentaram comportamento menos desfavorável. O dólar ficou estável frente ao real.
O índice recuou 0,72%, fechando aos 161.973,05 pontos. A mínima foi 161.765,08 pontos e a máxima, 163.146,26. O volume financeiro somou 24,9 bilhões de reais. O dólar à vista fechou em alta discreta de 0,07%, a 5,3759 reais.
Segundo Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, a queda reflete aversão ao risco global, com tensões políticas e pressão sobre o Federal Reserve. O S&P 500 dos EUA caiu 0,19% no mesmo dia.
O indicador de inflação dos EUA mostrou alta de 0,3% em dezembro, com avanço de 2,7% na comparação anual. Excluindo itens voláteis, o índice subiu 0,2% mensal e 2,6% em 12 meses, sinalizando desaceleração moderada.
Gabriel Mollo, da Daycoval, afirma que o viés negativo deve permanecer, pois os riscos para os negócios não desaparecem de imediato. O cenário externo influencia o humor dos mercados locais.
Destaques
Axia ON caiu 2,43%, com Sabesp ON recuando 2,18% apesar de aumento no preço-alvo pelo Itaú BBA. Setor de utilidade pública recuou 2,15% no índice setorial da B3.Banco do Brasil ON registrou queda de 3,06%, o pior desempenho entre os bancos do Ibovespa. Itaú Unibanco PN caiu 0,81%, Bradesco PN -1,14%.
Petrobras PN subiu 2,57%, acompanhando alta internacional do petróleo, com Brent avançando 2,5% ante perspectivas de interrupção de exportações do Irã. Petrobras ON valorizou-se 3,41%.
Vale ON avançou 0,82%, mesmo com fraqueza nos futuros de minério de ferro no exterior. Na China, o contrato principal na Dalian encerrou com queda de 0,24%.
Hapvida ON caiu 8,39% após anunciar que Alain Benvenuti assumirá a vicepresidência comercial. Bank of America reduziu o preço-alvo dos papéis de R$ 35 para R$ 19, citando visibilidade limitada.
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