O Banco Central (BC) e o Tribunal de Contas da União (TCU) trabalham para uma solução negociada que encerre a crise entre as instituições. A ideia é retirar as ameaças de medidas cautelares e definir a forma jurídica para que técnicos acessem, sob sigilo, a documentação do caso Master.
Segundo fontes das duas instituições, a análise preliminar da área técnica do TCU aponta para a necessidade de liquidação do banco Master. As evidências disponíveis indicam que a liquidação é justificável pelo quadro apresentado.
Nesta terça-feira (13), as áreas jurídicas do BC e do TCU vão discutir como permitir, com sigilo, o acesso aos documentos pelos técnicos. A intenção é evitar entraves processuais que atrasem a análise.
Emersão de embargos de declaração apresentados pelo BC impede o avanço da avaliação pelo TCU. Uma saída plausível seria a retirada desses embargos pelo BC, ou a reformulação da decisão do ministro relator para manter entendimento menos polêmico.
Ministros do TCU indicaram que, em plenário, a maioria poderia divergir do relatório atual. A negociação visa evitar a votação e preservar a continuidade da avaliação sem gerar constrangimentos institucionais.
O BC recebeu sinalização positiva do TCU de que não serão adotadas novas medidas cautelares contra a liquidação nem questionamentos sobre o ritmo do processo. O objetivo é manter a liquidação sob monitoramento técnico e jurídico.
O ministro responsável pela análise já havia sugerido suspender, temporariamente, ações como a venda de bens do Master e do seu proprietário, Daniel Vorcaro, além de ter apontado suposta precipitação na condução do processo. A atuação conjunta busca reduzir tensões e trazer segurança jurídica.
Entre na conversa da comunidade