Revolut registrou aumento expressivo no uso de stablecoins em 2025, com volumes de pagamento estimados em alta de 156% na comparação anual, chegando a cerca de US$ 10,5 bilhões. Dados vêm de análises on-chain e de pesquisador de criptomoedas, Alex Obchakevich, que aponta crescimento consistente durante o ano.
Segundo levantamento do Dune Analytics, as transações ligadas a carteiras Revolut cresceram de forma estável, sem picos pontuais. Obchakevich destaca que, embora a participação absoluta seja pequena, a trajetória é relevante para o nicho de pagamentos com stablecoins.
O estudo aponta que a maior parte do volume envolve stablecoins transferidas para uso cotidiano, e não apenas grandes transferências. Transações entre US$ 100 e US$ 500 representaram cerca de 30% a 40% do total, sinalizando uso diário.
Entre as redes, Ethereum domina com mais de dois terços do volume, seguido por Tron, com aproximadamente 22,8%. A Revolut também oferece suporte a Polygon, Solana, Arbitrum e Optimism, ampliando opções de pagamento on-chain.
O mercado de stablecoins global estava avaliado em cerca de US$ 312 bilhões, segundo dados; projeções indicam crescimento para US$ 2 trilhões até 2028, com maior adoção varejista e integração institucional, conforme Bloomberg Intelligence.
No front regulatório, a aprovação do GENIUS Act em julho de 2025, marco regulatório dos EUA, é apontada como fator que trouxe segurança jurídica para adoção institucional e internacional de pagamentos com stablecoins.
Outras empresas de pagamentos também avançam nesse caminho: Western Union planeja sistema de liquidação em Solana para 2026, enquanto MoneyGram e Zelle pesquisam integrações.
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