A SLC Agrícola alcançou a nota máxima do CDP em Florestas e Segurança Hídrica, reforçando a estratégia de sustentabilidade adotada pelo CEO Aurélio Pavinato desde 2012. A empresa opera hoje mais de 730 mil hectares, frente a pouco mais de 300 mil quando o executivo assumiu. O objetivo é chegar ao Triple A do CDP, incluindo a agenda climática.
Na safra 2024/25, a SLC atuou em 23 unidades de produção distribuídas em oito estados, com produção integrada de algodão, soja e milho. A receita líquida ficou próxima de R$ 7 bilhões, e houve um recuo de 4,4% em relação a 2023, impactado pela menor produtividade de soja e milho. O algodão registrou volume recorde de 364 mil toneladas.
A empresa mantém modelo de crescimento via arrendamentos e eficiência, sem abrir novas áreas de vegetação nativa desde 2015. Em 2021, formalizou a política de desmatamento zero para Amazônia e Cerrado, o que ajuda a reduzir riscos regulatórios e reputacionais.
Desmatamento zero como estratégia
O compromisso de preservar áreas livres de desmatamento faz parte da gestão de longo prazo. Com a expansão controlada, a SLC consolidou áreas próprias ou arrendadas, com rígidos controles sobre fornecedores de gado e cadeias relacionadas. O resultado é uma linha de produção integrada, com menor exposição a impactos regulatórios.
O executivo destaca que sustentabilidade é um projeto de décadas e não uma resposta a curto prazo. A estratégia permitiu manter o crescimento sem conversão de novas áreas, adotando um modelo asset light que prioriza produtividade e gestão de ativos.
Água e governança hídrica
No pilar hídrico, a empresa depende majoritariamente de chuva, respondendo por mais de 99% da água utilizada. Quando há irrigação, essa é orientada por sistemas de telemetria e manejo do balanço hídrico. A tecnologia permite reduzir o consumo de água em parte das operações.
Sensoriamento remoto e aplicação localizada de defensivos contribuem para maior eficiência, também em lavouras de algodão, soja e milho. Todas as captações possuem autorização ambiental, reforçando a governança sobre um recurso cada vez mais valorizado no mercado.
O objetivo de Pavinato é avançar no eixo climático, considerado o mais desafiador. O plano envolve ampliar a agricultura regenerativa, ampliar insumos biológicos e explorar biofertilizantes, além de estruturar modelos de economia circular nas fazendas. Futuramente, a mensuração e o reporte de emissões, especialmente no escopo 3, serão parte central da gestão ambiental.
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