Aurélio Pavinato, CEO da SLC Agrícola, traça planos para elevar a empresa ao Triple A do CDP, além da nota máxima em Florestas e Água já alcançada. A companhia trabalha para integrar clima, água e biocombustíveis à sua estratégia, mantendo operação em expansão e gestão de riscos.
A SLC Agrícola cresceu de pouco mais de 300 mil hectares em 2012 para cerca de 730 mil hectares hoje, atuando em oito estados e produzindo algodão, soja e milho. Em 2024, a receita líquida ficou perto de 7 bilhões de reais, com EBITDA ajustado de 2 bilhões e margem de 29,4%. O CAPEX atingiu 1,1 bilhão, maior investimento da história.
Entre as estratégias estão a desmatamento zero desde 2015, com política formalizada em 2021 para Amazônia e Cerrado, e um modelo asset light que prioriza arrendamentos e ganhos de produtividade. A empresa produz em áreas próprias ou arrendadas, livres de desmatamento, com controle sobre fornecedores de gado.
Desempenho ambiental e gestão da água
Mais de 99% da água usada pela companhia vem de precipitação natural, com irrigação suplementar baseada em sistemas de monitoramento. Investimentos em telemetria e manejo hídrico reduziram o consumo em alguns processos em até 90%. As captações são autorizadas por órgãos ambientais, reforçando governança sobre o recurso.
O papel do CDP e próximos passos
Atualmente, a SLC figura entre as poucas companhias brasileiras com nota máxima em Florestas e Água. O objetivo de Pavinato é alcançar o Triple A, incluindo a agenda climática, com foco em expansão da agricultura regenerativa e uso de insumos biológicos. Em frente, a gestão pretende mensurar, reduzir e reportar emissões ao longo da cadeia, especialmente no escopo 3, e estruturar projetos de carbono com rigor técnico.
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