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Família Paulus dobra aposta e planeja trazer marca de luxo Biblos ao Brasil

Família Paulus amplia participação na CVC para 20,02% e avalia trazer Biblos, marca de turismo premium argentina, ao Brasil

O novo CEO da CVC, Fabio Mader, ressalta a evolução da estratégia digital: '60% do fluxo de clientes em loja chega por meio de canais digitais'
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A família Paulus ampliou sua participação na CVC Corp (CVCB3) para 20,02% em dois anos, acima de 10% em novembro de 2023. O movimento acompanha a confirmação de estudo para trazer a Biblos, marca argentina de turismo premium, ao Brasil, controlada pelo grupo desde 2021.

Segundo Gustavo Paulus, vice-presidente do conselho e filho do fundador Guilherme Paulus, o ciclo atual da CVC é visto como favorável, com projeções de lucro para 2026. A aquisição de ações ocorreu apenas no mercado secundário, sem captação adicional.

A família pretende manter o patamar de 25% para não acionar a cláusula poison pill, que exigiria uma OPA em 45 dias sobre as ações remanescentes. Paulus ressalta que o teto não é inquebrantável, podendo evoluir com o tempo.

Biblos: da Argentina para o Brasil

A diretoria também confirmou planos de expansão no segmento premium. Fabio Mader, novo CEO, revelou a intenção de criar a Biblos Brasil, elevando o portfólio de luxo da empresa. Mader substitui Fabio Godinho, responsável pelo turnaround desde 2023.

A Biblos atua com roteiros sob medida, turismo corporativo e eventos MICE, e foi adquirida pela CVC em duas etapas: 60% em 2018 e o restante em 2021. A operação brasileira visa atender ao ultra premium ainda não explorado pela companhia.

A chegada da Biblos Brasil seria consolidada pela Visual Turismo, posição entre a CVC Viagens e o segmento de luxo. Mader aponta que a Biblos ocuparia o topo da pirâmide, atendendo ao público de alta renda.

Desempenho e estratégia financeira

A empresa reduziu a dívida para cerca de 1,3 bilhão de reais, mantendo alavancagem em 3,3 vezes o EBITDA com recebíveis, ou 2 vezes apenas com debêntures. A gestão atribui a queda à geração de caixa constante.

A CVC planeja ampliar presença em metabuscadores como Google Flights, Kayak e Skyscanner, com o objetivo de aumentar a visibilidade da marca. O CEO destacou também o peso estratégico de cruzeiros para o fluxo de caixa.

A temporada 2025/26 deve ter oferta 10% maior, ainda abaixo de dois anos atrás. A empresa avalia a entrada de um terceiro player no mercado brasileiro de cruzeiros, para compor com MSC e Costa.

Contexto de mercado e perspectiva

As ações da CVC foram removidas do Ibovespa em janeiro, com valor de mercado estimado em 1,3 bilhão de reais. O banco Santander manteve recomendação neutra com alvo de 2,40 reais. Analistas do Itaú BBA apontam recuperação para 2026 com lucro e caixa positivo.

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