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Brasil lidera adoção de IA na América Latina, mas produtividade é desafio

Brasil lidera adoção de IA na América Latina, mas produtividade segue baixa por escassez de talentos e maturidade digital de PMEs

O Brasil é estratégico para a criação de data centers neste momento de alta demanda.
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O Brasil se posiciona como protagonista no relatório Latin America in the Intelligent Age, do Fórum Econômico Mundial em parceria com a McKinsey & Company. O estudo aponta que a IA pode adicionar entre US$ 1,1 trilhão e US$ 1,7 trilhão anuais à economia da região, com o Brasil se destacando pela abertura tecnológica da população e pela sua matriz energética.

A penetração de ferramentas de IA no Brasil supera a dos Estados Unidos em determinados indicadores, sinalizando um entusiasmo social relevante. O texto, no entanto, ressalta que o desafio está em transformar adoção individual em ganhos reais de produtividade nas empresas.

Potencial e infraestrutura

O relatório destaca a infraestrutura brasileira como diferencial, com 88% de eletricidade proveniente de fontes renováveis. Essa matriz favorece operações de centros de dados e supercomputação, desde que haja distribuição eficiente de energia.

A atuação de investidores como a Microsoft é citada como exemplo de confiança no país, com aporte bilionário em nuvem e IA e o compromisso de capacitar 5 milhões de brasileiros. O agronegócio também aparece como motor, usando IA para monitorar solos e prever rendimentos.

Desafios e gargalos

Ainda segundo o documento, a escassez de talentos qualificados e a baixa maturidade digital de PMEs freiam o ritmo de adoção. A produtividade entre PMEs e grandes empresas varia 46%, sinal de necessidade de apoio estratégico e integração da IA aos negócios.

Dados regionais indicam que apenas 6% das organizações na América Latina relatam criação de valor significativa com IA, acima de 5% no EBIT. O relatório recomenda avançar além de pilotos e incorporar IA às estratégias centrais das companhias brasileiras.

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