A partir de 2026, entra em vigor o IBS, Imposto sobre Bens e Serviços, que deve unificar tributos como ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins. A mudança afeta principalmente PMEs, com impactos sobre preços, contratos e rotinas fiscais. O contencioso tributário no país já soma mais de R$ 5,6 trilhões.
Segundo levantamentos do setor, apenas 11% das empresas afirmam estar prontas para a nova tributação. O dado aumenta a preocupação com litígios, especialmente entre negócios de menor porte, com margens reduzidas e investimentos limitados em tecnologia.
O que muda com o IBS
O IBS substitui a soma de tributos atuais por uma cobrança nacional padronizada, com crédito de imposto entre etapas da cadeia. A cobrança ocorre “por fora” e o valor agregado em cada operação é tributado.
A alíquota de referência estimada gira em torno de 28%, o que pode exigir revisões de preços, contratos e estratégias comerciais. A mudança exige integração entre faturamento, contabilidade e apuração fiscal.
Retirada de impacto operacional para PMEs
Com o IBS, empresas precisam reavaliar formação de preços, gestão de estoques e prazos de pagamento. A adaptação tende a ser mais onerosa para PMEs, que possuem menor caixa e infraestrutura tecnológica.
Especialistas destacam que a complexidade da apuração aumenta o risco de erros que podem comprometer créditos, provocar dúvidas de classificação e gerar autuações.
Transição gradual até 2032
A Reforma Tributária prevê período de transição até 2032, com convivência de sistemas antigos e o IBS. Nesse intervalo, custos administrativos podem aumentar, embora a simplificação de tributos de longa pauta possa, eventualmente, reduzir etapas.
Estados e municípios devem estruturar mecanismos de compensação de arrecadação ao longo do tempo. Planejamento prévio de sistemas, preços e controles fiscais passa a ser recomendado pelas autoridades.
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