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Setor de VR pode esfriar após cortes da Meta

Meta reduz investimentos em VR, demite cerca de 10% da Reality Labs e redireciona verbas para IA e wearables, elevando a cautela no setor

Recuo da Meta levanta preocupação no setor de VR (Pavlo Gonchar/SOPA Images/LightRocket /Getty Images)
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A Meta decidiu reduzir investimentos em realidade virtual (VR) para priorizar inteligência artificial (IA) e o desenvolvimento de wearables. A medida aumentou o temor de que o setor de VR recue e perca força no médio prazo.

A empresa demitiu cerca de 10% dos funcionários da unidade Reality Labs e fechou três estúdios: Twisted Pixel (responsável por Marvel’s Deadpool VR), Sanzaru Games (criadora de Asgard’s Wrath) e Armature Studio (desenvolvedora de Resident Evil 4 VR). A Meta afirmou que os recursos serão redirecionados.

Segundo comunicado, o foco será a IA e dispositivos wearables, como os óculos Ray-Ban Meta, feitos em parceria com a EssilorLuxottica. A decisão acompanha o recuo da empresa de Mark Zuckerberg em investimentos na área de VR.

O setor de realidade virtual cresceu após a aquisição da Oculus, em 2014, por US$ 2 bilhões. Dados indicam que a Reality Labs acumula mais de US$ 70 bilhões em prejuízos desde 2020.

Mercado de XR deve mudar de ritmo: a IDC projeta alta de 41,6% no mercado de dispositivos XR em 2025, com 14,5 milhões de unidades enviadas. A virada virá principalmente de óculos com IA, e não de headsets de VR tradicionais.

Projeções apontam queda de 42,8% nas vendas de headsets de VR e realidade mista em 2025, para 3,9 milhões de unidades. Já os óculos com IA devem registrar alta de 211,2%, totalizando 10,6 milhões de unidades.

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