Tom Lee, sócio da Fundstrat, afirma que Bitcoin e Ether devem ganhar ritmo assim que o rali em ouro e prata começar a recuar, mantendo fundamentos de cripto intactos apesar da recente frustração de desempenho.
Em participação na CNBC, Lee disse que ativos digitais costumam se favorecer com dólar mais fraco e com o Federal Reserve mais próximo de redução de estímulos, mas que o setor perdeu um motor importante de alavancagem neste ciclo.
Atrás dessa disputa, o investidor aponta que a corrida por metais tem desviado o interesse de cripto, gerando queda de demanda em ativos digitais. Em momentos de pausa nos metais, Lee prevê rallies para Bitcoin e Ethereum.
Fatores de mercado e cenário de outubro
Lee destacou que o mercado de cripto ainda lida com os efeitos de um grande evento de deleveraging ocorrido em 10 de outubro, que, segundo ele, deixou diversos players “crippled” nos principais mercados. Mesmo assim, ele afirma que os fundamentos subjacentes melhoraram desde então.
Bitcoin, maior criptomoeda, recuou cerca de 30% desde o teto de outubro e tem lutado para superar a resistência de 95 mil dólares, com o suporte recententemente próximo de 86 mil.
Interesse institucional em Ethereum
A confiança de Lee em Ethereum permanece alta. A BitMine, tesouraria ligada a Lee, comprou mais 20 mil ETH por cerca de 58 milhões de dólares, conforme a análise de blockchain Lookonchain.
Dirigentes de Davos teriam sinalizado maior interesse de instituições em construir sobre Ethereum e outras plataformas de contratos inteligentes, reforçando o cenário de adoção institucional.
Analista da CryptoQuant alertou que saídas líquidas de ETFs também indicam que, em momentos de tensão, investidores ainda preferem ouro. Para que o Bitcoin se fortaleça, segundo a visão citada, é preciso que o apetite por risco supere a aversão ao dólar.
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