O Federal Reserve manteve inalteradas as taxas de juros na reunião mais recente, mantendo o custo de empréstimos estável. A decisão ocorre mesmo com o presidente Donald Trump pressionando por cortes agressivos. O Fed indicou que o crescimento segue sólido, mas a inflação permanece elevada.
Dentro do comitê, duas dissidências.shop. Stephen Miran, indicado por Trump, votou contra a manutenção. Christopher Waller, cotado para suceder Powell, também discordou. Powell não comentou o tema político durante a coletiva, citando a independência do banco central.
Powell enfatizou a importância da independência monetária, destacando que a política não deve ser usada como ferramenta eleitoral. Ele sugeriu que a independência facilita credibilidade e estabilidade econômica a longo prazo.
Contexto e consequências
Trump repercutiu a decisão nas redes, sem oferecer grandes comentários além de compartilhar links de matérias. A imprensa aponta que a ameaça de investigações não influenciou a decisão neste momento.
Especialistas veem pouca chance de cortes adicionais antes do fim do mandato de Powell, com previsão de recuos apenas no segundo semestre. As mudanças esperadas dependem de dados de inflação e do desempenho da economia.
Bitcoin continua sem conseguir romper a faixa de US$ 90 mil, após o anúncio. Taxas mais baixas costumam atrair investidores para ativos de maior risco, o que pode beneficiar o desempenho da criptomoeda a médio prazo.
Perspectivas de curto prazo
Analistas estimam probabilidade de cortes antes do termino do mandato abaixo de 30% para março ou maio, aumentando para aproximadamente 65% até junho. A aposta é de ajustes mais cedo ou mais tarde, conforme o cenário evolucionar.
Ricker Rieder, favorito entre apostas para o posto, defende juros mais baixos a médio prazo, afirmando que isso pode reduzir preços de habitação e frear inflação. Ele sustenta que a independência da instituição é essencial.
O objetivo atual é manter a política estável até novas sinalizações econômicas. A expectativa é de que decisões futuras dependam dos dados de inflação, emprego e crescimento, sem pressões políticas diretas.
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