Paul Patterson, chefe da divisão europeia da Fujitsu, deixará o cargo em março. Ele passará a ser presidente não executivo da unidade britânica da empresa, mantendo a coordenação da resposta institucional ao inquérito sobre o escândalo Horizon.
Patterson ocupa posição na Fujitsu desde 2010 e representou a empresa no inquérito público que investiga o caso. Ele atuou como porta-voz institucional durante as audiências.
A Fujitsu reconheceu uma obrigação moral de promover reparação financeira às pessoas processadas indevidamente por divergências nos registros do Post Office, associadas a bugs no Horizon. A empresa tinha conhecimento de falhas desde os anos 90.
Contexto da investigação: o inquérito, conduzido por Sir Wyn Williams, já revelou impactos graves, incluindo possíveis ligações a mais de 13 suicídios ligados ao caso. A primeira fase dos documentos já foi publicada.
Testemunhos aos MPs mostraram que a Fujitsu não é eternamente vista como parte interessada do problema, e que o valor da reparação será definido no relatório final. A empresa manterá posição sobre a necessidade de compensação.
Até o momento, o governo estima que 1,33 bilhão de libras já foram pagas a mais de 10 mil vítimas do Horizon. A conclusão total e o montante definitivo dependem do relatório final.
A mudança de Patterson faz parte do planejamento de sucessão mais amplo da Fujitsu, segundo um porta-voz da empresa. A transição ocorrerá ao longo do próximo ano fiscal.
Entre na conversa da comunidade