O presidente Donald Trump indicou o economista Kevin Warsh para presidir o Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA. Se aprovado pelo Senado, Warsh substituirá Jerome Powell, cujo mandato encerra em maio.
Powell tem enfrentado críticas da Casa Branca nos últimos meses. Trump acusou publicamente a gestão do Fed de atrasar cortes de juros, e o governo chegou a discutir medidas para pressionar a instituição. Uma decisão federal sobre a independência do Fed também tem sido tema de tensão.
A indicação ocorre em meio a um cenário de inflação persistente acima da meta e a um mercado de trabalho com sinais díspares. Movimentos de pressão política elevam a incerteza sobre a política monetária norte-americana e ampliam a volatilidade de ativos globais.
Perfil de Warsh
Kevin Warsh, 55 anos, foi o mais jovem diretor do Fed, assumindo em 2006 aos 36 anos e permanecendo até 2011. Sua trajetória o envolve atuação como assessor do governo Bush e papéis em debates sobre cortes de juros, com histórico de defesa de política monetária firme frente à inflação.
Momento da escolha e contexto institucional
A nomeação chega em momento de dilemas para o Fed, que precisa equilibrar inflação próxima de 2,7% e baixo desemprego. A meta do banco envolve duplo mandato, o que dificulta decisões rápidas sobre cortes ou elevações da taxa. A decisão final depende da confirmação no Senado.
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