O que aconteceu: a Galaxy Digital, liderada pelo investidor Michael Novogratz, comprou uma operação de mineração de bitcoin nos EUA em dezembro de 2022, por 65 milhões de dólares. O ativo fica em Helios, no condado de Dickens, Texas, próximo de Lubbock.
Quem está envolvido: além de Novogratz, figura-chave é Christopher Ferraro, presidente e diretor de investimentos da Galaxy, que acompanhou a decisão. A coadjuvante é Argo Blockchain, vendedora da instalação parcialmente construída.
Quando e onde: a aquisição ocorreu em dezembro de 2022, em Helios, Texas. A operação fica numa região com energia de baixo custo e infraestrutura de data center já existente, aproveitando reservas locais.
Por quê: a Galaxy buscava gerenciar riscos de ativos criptográficos restritos a terceiros e enxergar a Helios como hedge contra volatilidade. A aposta poderia evoluir para infraestrutura de IA conforme mudanças no setor energético e regulatório.
Mudança de foco e desdobramentos
Em 2023, com a oscilação de preços de bitcoin, a Galaxy questionou se a mineração era o melhor uso da infraestrutura adquirida, abrindo espaço para novas leituras do ativo. Em 2024, a CoreWeave, empresa de IA, firmou contrato de aluguel com Core Scientific, ampliando o papel da矿ização como infraestrutura de energia.
Em 2024, a Galaxy já atuava como banco de investimentos e gestora de tesouraria para várias empresas que adotaram a estratégia de acumulação de bitcoin. A carteira da Galaxy aumentou, com ativos sob gestão superiores a 17 bilhões de dólares, gerando receita de taxas recorrentes.
Novogratz e o histórico de negócios
Novogratz, veterano de Wall Street, fundou a Galaxy na esteira de uma carreira marcada por altos e baixos em empresas como Goldman Sachs e Fortress Investment Group. A trajetória inclui saídas polémicas e retornos expressivos, que moldaram o perfil atual do bilionário.
A empresa passou a ser uma das principais credoras do mercado cripto global, com originações relevantes mesmo durante o inverno cripto. A Galaxy também atua como banco de investimento para dezenas de empresas que adotaram estratégias de tesouraria com bitcoin.
O futuro do Helios e da Galaxy
A expansão do Helios, já aprovada pelo operador de energia ERCOT para dobrar a capacidade para 1,6 gigawatts, pode transformar o site em um dos maiores data centers independentes dos EUA. A receita prevista com a CoreWeave, por sua vez, indica ganhos superiores a 1 bilhão de dólares anuais.
No pano de fundo, a Galaxy avalia a possibilidade de separar os negócios de cripto e de data centers, caso as narrativas de mercado se tornem menos compatíveis. Pesquisas internas sinalizam que o tempo dirá se a empresa seguirá como holding única ou dividirá as operações.
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